Uma manhã como tantas outras.
Azáfama, uma multidão que corre, anónima, alheia a tudo , apenas com pressa de chegar.
Os meus olhos sentiram o peso dos teus.
Olhei, sorriste. Devolvi o sorriso.
Um gesto, um sorriso...olhos nos olhos. Nada mais.
E nessa troca de olhares muitas coisas dissemos.
Entraste no metropolitano, apinhado de gente.
As portas fecharam-se, e pela úiltima vez, pousaste o teu olhar no meu.
Não sei quem és, de onde vens, e para onde vais.
Nunca te vi.
Mas sei que te conheço desde sempre.
domingo, 8 de julho de 2007
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