rebeca é ouro

Rebeca Gusmão quebra o recorde sul-americano dos 50 m peito
Vicente Toledo Jr
Enviado especial do UOL
Em Belo Horizonte
Poucas horas depois de conquistar a medalha de ouro na prova dos 50 m livre da etapa brasileira da Copa do Mundo de natação em piscina curta, em Belo Horizonte, a nadadora brasiliense Rebeca Gusmão voltou a brilhar. Ela quebrou o recorde sul-americano dos 50 m peito, com a marca de 31s31.
Satiro Sodré/Divulgação
Rebeca Gusmão (à frente) quebra o recorde sul-americano nos 50 m estilo peito
"Eu queria nadar bem essa prova, mas não esperava tanto. Foi um tempo muito bom por eu ter acabado de sair de outra prova. Fiquei feliz pelo resultado", comemorou a atleta, que minutos antes havia disputado as eliminatórias dos 100 m livre e feito o melhor tempo, com 54s60.
O recorde anterior dos 50 m peito pertencia à própria Rebeca, que registrou 31s84 no ano passado, também em Belo Horizonte. Neste sábado, ela superou essa marca nas eliminatórias da prova, classificando-se em primeiro lugar para a final deste domingo. O resultado superou também o índice exigido para o Mundial de Xangai, que é de 31s41.
Concentrada para competir também nas eliminatórias dos 100 m medley ainda neste sábado, a nadadora nem havia se dado conta da conquista do índice e só ficou sabendo que havia conseguido a classificação para o Mundial através da reportagem do UOL Esporte.
"Não estava sabendo, quanto é o índice mesmo?", perguntou Rebeca. "Então pode escrever aí que eu sou a primeira mulher brasileira a fazer um índice para Mundial no estilo peito", vangloriou-se.
Ela competiu nessa prova há dois anos, em Indianápolis, mas havia conquistado a vaga no nado livre. Rebeca, entretanto, esqueceu-se de Patrícia Comin, que disputou os 50 m, 100 m e 200 m peito no Mundial de piscina curta de 1999, em Hong Kong.
Mesmo após o recorde, Rebeca não decidiu se disputará os 50 m peito em Xangai. Tudo vai depender do programa de provas, pois já havia se garantido nos 50 m e 100 m livre, e de suas chances de medalha no evento. "Minha preferência é nadar as provas de livre. Mas, se der, vou nadar peito também", concluiu.
Mais índice
Na terceira bateria eliminatória dos 50 m livre masculino, Artur da Rocha alcançou o índice para o Mundial ao fazer o tempo de 21s78, classificando-se para a final em primeiro lugar.
Apesar disso, Rocha não tem vaga na equipe brasileira que vai a Xangai porque há três outros nadadores com tempos melhores que o dele - Nicholas dos Santos (21s49), Guilherme Roth (21s64) e Fernando Scherer (21s77). Para ir à China, Rocha teria que baixar ainda mais o seu tempo neste domingo.
Entre os demais resultados da tarde deste sábado, destaque para o segundo lugar de Thiago Pereira nos 200 m medley, prova da qual é o atual campeão mundial. Visivelmente poupando energias, ele marcou 2min03s60, ficando atrás apenas do também brasileiro André Schultz, que fez 2min02s88.
Já o paraibano Kaio Márcio competiu nos 100 m borboleta e passou à final com o quarto melhor tempo (53s38). O mais rápido foi o romeno Ioan Gherghel com 53s02, seguido pelo brasileiro Fernando Silva (53s22) e pelo australiano Jason Cohen (53s25). Esperança de medalha, o brasileiro Gabriel Mangabeira se classificou em sexto (53s85).
Nos 100 m peito masculino, os brasileiros Henrique Barbosa (1min00s10) e Felipe Lima (1min01s06) dominaram as eliminatórias, ficando à frente do norte-americano Mark Gangloff (1min01s20) e do também brasileiro Eduardo Fischer (1min01s32), que pela manhã ganhou o ouro nos 50 m peito. Os três tentam índice para o Mundial neste domingo.



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